MANOEL PORFÍRIO, SÔNIA FONTES E O CURTO-CIRCUITO NA CÂMARA; ASSISTA AO VÍDEO

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Nome dos mais vistosos do secretariado de Augusto, Sônia havia sido convocada para explicar a desocupação de uma área da Bananeira, no Lomanto, e a assistência às famílias atingidas pela medida.

Convocada, Sônia deveria se apresentar na Câmara na tarde desta segunda-feira (1º), às 15h. E lá esteve. Mas foi “desconvocada”, ali, na hora, pelo presidente da Casa, Manoel Porfírio, que usou do microfone para explicar o motivo do adiamento. Sobrou ameaça no ar – e para todo o secretariado (confira no vídeo abaixo).

Sônia teria sido informada de que a sessão com os moradores da Bananeira não mais ocorreria nesta segunda-feira, pois os vereadores não estariam presentes ou necessitariam de mais tempo para obter informações sobre a pauta.

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Porém, o ofício com o adiamento da convocação não chegou a tempo nem à Prefeitura nem à secretária. E, como não chegou, Sônia, legalmente, estava obrigada a ir à Câmara.

Foi. E ouviu. Do presidente, que estava de microfone em punho.

– Quero só dizer: essa Casa tem presidente. Eu não aceito afronta de ninguém. Nem do Executivo nem de colega nenhum. Se for me afrontar, eu respondo como presidente. Nós iremos reunir mais subsídios para convocação [da secretária Sônia Fontes]. Não venham afrontar essa casa. E eu não falo do povo da Bananeira, não. Se quiserem fazer guerra, eu topo guerra. Se quiser ir para a disputa, eu vou para a disputa – disse Porfírio, sem que a secretária tivesse direito a fala.

Mais à frente, Porfírio afirmou ter limites em sua educação:

– Sou educado até certo ponto… Hoje, não se vai ouvir a secretária Sônia Fontes – informou.

Logo após, retomou em tom mais enfático:

– Não venham afrontar essa casa: secretário não é eleito. Quem me conhece sabe o que eu falo.

Antes de dar o assunto por encerrado por hoje, falou em respeito. E ameaçou: se ouvir um “ai”, vai tomar providência. “Vaidade, guardem na bolsa e na sola dos pés”.

Na outra ponta, a secretária Sônia Fontes, que já foi deputada estadual, disse nunca ter passado por situação semelhante em sua vida pública.

No governo de Augusto Castro, o constrangimento acabou sendo interpretado como ato de deselegância do presidente da Casa e do próprio parlamento. Nenhum vereador da base saiu em defesa pública da secretária.

Nos bastidores, a fala acima do tom do presidente sinaliza briga com vistas a 2028. E a disputa pelo posto de nome do governo para a sucessão de Augusto Castro. Lá em 2028.

Confira parte do discurso de Porfírio direcionado à secretária de Infraestrutura e Urbanismo. Até aqui, o governo manteve-se em silêncio. Não houve defesa da secretária.

Fonte Pimenta Blog

 

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